Quando você dividiu aquelas palavras, ficou turquesa.

Estamos, Garota-Turquesa, falando sobre encantamentos.

É um encanto que muda e fica azul ou fúchsia ou tudo, e então cai gentilmente dentro de todos, dentro de mim, águas dentro de  cristais sintéticos, que recebem essa solução que se desdobra em uma cortina de cores que modifica, essas águas, eterna ou momentaneamente.

É sempre chocante ou muito bonito.

Agora que você mudou e caiu em mim, e antes que essa homogenia se dissipe, eu vou lembrar que eu também já tive outras cores, cores além.

Eu lembro de um momento que estive prestes a mudar, esse mudar, esse especial, e eu lembro que meus olhos ficaram um azul céu profundo e, por dentro da pele, podia se ver, eu juro, meu coração faiscando em prata.

E então… eu não disse. O fôlego escapou, as faíscas cessaram e o azul voltou a ser castanho.

Garota-Turquesa… ensine a coragem ao mundo. Ensine a todos a fecharem os olhos, respirarem fundo, acharem essas três palavras, ainda que estraçalhem e ensanguentem seus lábios, e depois, talvez, o coração.

Que mais pessoas sejam douradas, loucas, radiantes… e que menos, muito menos, nenhuma! Se tornem esse branco antigo de linho, nem de seda, nem de neve. Assim…

Amor,

Menino-Branco-Marfim